Desalinhamentos do Joelho (Varo / Valgo)

Alterações do eixo mecânico — diagnóstico, impacto articular e correção cirúrgica.

O alinhamento do membro inferior influencia diretamente a distribuição de carga no joelho. Desvios em varo ('pernas arqueadas') ou valgo ('joelhos em X') podem sobrecarregar um compartimento articular e acelerar o desgaste.

A avaliação inclui exame clínico do alinhamento, radiografias panorâmicas (escanometria) para medir o eixo mecânico e planejamento individualizado quando há indicação de correção.

Planejamento cirúrgico de osteotomia com marcações anatômicas no joelho do paciente

Planejamento cirúrgico de osteotomia — marcações anatômicas para correção do eixo mecânico

Sinais e sintomas

Dor localizada em um compartimento do joelho
Deformidade visível (pernas arqueadas ou em X)
Desgaste assimétrico da articulação
Piora progressiva dos sintomas
Dificuldade para caminhar longas distâncias
Instabilidade em terrenos irregulares

Varo vs. Valgo

Joelho varo: desvio do eixo com sobrecarga do compartimento medial (interno). Mais comum e frequentemente associado a artrose do compartimento medial.

Joelho valgo: desvio com sobrecarga do compartimento lateral (externo). Pode estar associado a condições ligamentares ou deformidades congênitas.

O grau de desvio, a idade, o nível de atividade e o estado da cartilagem determinam a melhor abordagem.

Osteotomia corretiva

A osteotomia é um procedimento que realinha o eixo mecânico do membro, redistribuindo a carga para o compartimento saudável e protegendo a cartilagem.

É indicada em pacientes jovens/ativos com artrose unicompartimental e desalinhamento significativo, como alternativa à prótese.

O planejamento é individualizado com radiografias panorâmicas e, em alguns casos, tomografia para definir o ângulo de correção.

A reabilitação é progressiva, com carga parcial inicial e retorno gradual às atividades conforme consolidação óssea.

Opções de tratamento

01Tratamento conservador — fortalecimento, controle de peso e ajuste de atividades
02Palmilhas e órteses para alívio sintomático em casos leves
03Osteotomia tibial alta (varo) ou femoral distal (valgo)
04Artroplastia parcial ou total quando osteotomia não é viável
05Reabilitação pós-operatória com progressão por critérios

Perguntas frequentes

Osteotomia evita a prótese?

Pode postergar a necessidade de prótese em anos ou décadas, mas não a elimina definitivamente em todos os casos.

Qual a recuperação da osteotomia?

Carga parcial por 6-8 semanas, retorno a atividades leves em 3-4 meses e esportivas em 6-12 meses, conforme consolidação.

Quem é candidato?

Pacientes jovens/ativos com artrose unicompartimental, desalinhamento significativo e ligamentos preservados.

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Cada caso é único. Uma avaliação especializada é o primeiro passo para um plano de cuidado seguro e individualizado.